quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Palavras ao vento

.

Deixo de lado tudo o que tenho para fazer agora.
Tento não pensar no que me assola, no que me mete medo, no que me dá vontade de fugir, de gritar, de correr...
Continuo a tentar, mais um pouco...
Tento esvaziar-me do que me preenche de angústias, do que me preocupa, das reticências...
Ficam então os meus "buraquinhos do coração" à vista desarmada. Apercebo-me de que esses buracos, mais do que resultado do que me angustia, são consequência de outros sentimentos. Sentimentos que tanto me exigiram, mesmo sem eu o perceber por vezes, que pediram que me desse, que simplesmente servisse o outro, que confiasse humildemente, que tivesse fé. Que me deixasse de superioridades e manias, para que percebesse que sozinha não sou nada, e que nunca estou sozinha, e que nada depende unicamente de mim, porque estou nas mãos do Nosso Pai.
Um último suspiro. Quanto menos eu quiser ser, quanto mais me entregar ao outro, quanto mais simples for a amar, mais vazia fico do que não é necessário. A minha perda transforma-se em ganho. Porque o essencial é amar. Amarei sempre que me perder.
Saio de mim mesma e encontro-me no outro. Amo.

.

2 comentários:

Anónimo disse...

muito bom. mesmo muito bom.
abraço apertadinho :)*

Sofia disse...

Meu querido anónimo =)
Essa de comentar sem nome, ai ai, e se eu não soubesse que eras tu?
Não é bom nem mau, é o que eu sinto, é válido :p Mas que bom que gostas :D
'Saudadis' do teu abraço*