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Consciência calada
nesta diferença indiferente.
Cativa desta liberdade vazia,
reduzida à desvinculação que a corrói,
nesta ambiguidade ingrata.
Agora não que é tarde, amanhã talvez.
Hoje deslizou, amanhã resvalou.
Nada restou no crepúsculo.
Nada ficou na escuridão.
Só sobrevive a cada manhã,
a esperança paciente da aurora.
A melodia do silêncio tranquilo.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Palavras soltas
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Frio, gelado...
Coração sem sentimento,
dor precipitada que não dói.
Vereda de areia movediça,
grão de areia que voa,
movediça que me engole,
que me muda.
Arrisco?
Tenho medo?
'Fácil ou difícil'?
Isso existe?
Complicado?
Simplificado?
Medo...
Pânico?
Coração ou razão?
Confio?
Viro a cara,
sigo o caminho,
respiro...
Compasso,
espero.
Sorriu.
Sorrio.
Sou.
.
Frio, gelado...
Coração sem sentimento,
dor precipitada que não dói.
Vereda de areia movediça,
grão de areia que voa,
movediça que me engole,
que me muda.
Arrisco?
Tenho medo?
'Fácil ou difícil'?
Isso existe?
Complicado?
Simplificado?
Medo...
Pânico?
Coração ou razão?
Confio?
Viro a cara,
sigo o caminho,
respiro...
Compasso,
espero.
Sorriu.
Sorrio.
Sou.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
"Era uma vez... a minha mini-tolice-desvairada-meia-a-dormir-de-outra-noite"
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Farta de mim,
Farta de 'tu',
Farta dos vícios
viciados,
viciantes,
que me desviciam da realidade,
que me consomem e desconsomem
tão prontamente,
tão espontaneamente.
Jogos de palavras falhadas
que me cruzam e
intercruzam ou descruzam,
a dimensões apoteóticas,
à margem das margens aceitáveis...
À margem de mim em ti...
Unicamente à deriva, sentindo a falta de 'nós'...
Sem continuar,
sem acabar,
sem esperar,
quase sem sonhar...
Neste 'anticiclo' incerto...
[2007-10-02]
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Palavras ao vento
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Deixo de lado tudo o que tenho para fazer agora.
Tento não pensar no que me assola, no que me mete medo, no que me dá vontade de fugir, de gritar, de correr...
Continuo a tentar, mais um pouco...
Tento esvaziar-me do que me preenche de angústias, do que me preocupa, das reticências...
Ficam então os meus "buraquinhos do coração" à vista desarmada. Apercebo-me de que esses buracos, mais do que resultado do que me angustia, são consequência de outros sentimentos. Sentimentos que tanto me exigiram, mesmo sem eu o perceber por vezes, que pediram que me desse, que simplesmente servisse o outro, que confiasse humildemente, que tivesse fé. Que me deixasse de superioridades e manias, para que percebesse que sozinha não sou nada, e que nunca estou sozinha, e que nada depende unicamente de mim, porque estou nas mãos do Nosso Pai.
Um último suspiro. Quanto menos eu quiser ser, quanto mais me entregar ao outro, quanto mais simples for a amar, mais vazia fico do que não é necessário. A minha perda transforma-se em ganho. Porque o essencial é amar. Amarei sempre que me perder.
Saio de mim mesma e encontro-me no outro. Amo.
Tento não pensar no que me assola, no que me mete medo, no que me dá vontade de fugir, de gritar, de correr...
Continuo a tentar, mais um pouco...
Tento esvaziar-me do que me preenche de angústias, do que me preocupa, das reticências...
Ficam então os meus "buraquinhos do coração" à vista desarmada. Apercebo-me de que esses buracos, mais do que resultado do que me angustia, são consequência de outros sentimentos. Sentimentos que tanto me exigiram, mesmo sem eu o perceber por vezes, que pediram que me desse, que simplesmente servisse o outro, que confiasse humildemente, que tivesse fé. Que me deixasse de superioridades e manias, para que percebesse que sozinha não sou nada, e que nunca estou sozinha, e que nada depende unicamente de mim, porque estou nas mãos do Nosso Pai.
Um último suspiro. Quanto menos eu quiser ser, quanto mais me entregar ao outro, quanto mais simples for a amar, mais vazia fico do que não é necessário. A minha perda transforma-se em ganho. Porque o essencial é amar. Amarei sempre que me perder.
Saio de mim mesma e encontro-me no outro. Amo.
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Cansada desta desonestidade impingida.
Enrolada nesta miscelânea desordenada.
Farta desta confusão ensonada que me confunde e me afasta de ti,
de mim, de todos, do todo.
A falta de atenção, de coerência, de hábito...
A alienação que me fere.
A falta de sentido de que não fujo.
O refúgio que me isola e não me consola, o errado.
A ânsia de ser apenas, de estar ao teu colo, nos teus braços.
Esvaziar-me do fútil, esvaziar-me de mim...
Simplesmente amar...
Seres tu em mim.
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sábado, 28 de novembro de 2009
Jump again?... (re)lembrar
Nada de promessas vãs… Essas perdem-se no espaço-tempo.
Tanto voou nestes últimos anos. As reviravoltas das voltas rotativas elipticamente imperfeitas. Sem nexo faz sempre outro sentido. Como não ser eu quem escreve mas outro eu em mim. Estar num aqui e agora paralelo a um tu. Ser tu em mim e mim em tu. Suster a respiração ou suspirar? Continuar a dormir ou acordar? Sonho sonâmbulo repetido… Não saber se “salto” agora ou se já “saltei"… Mas para onde?
Tanto voou nestes últimos anos. As reviravoltas das voltas rotativas elipticamente imperfeitas. Sem nexo faz sempre outro sentido. Como não ser eu quem escreve mas outro eu em mim. Estar num aqui e agora paralelo a um tu. Ser tu em mim e mim em tu. Suster a respiração ou suspirar? Continuar a dormir ou acordar? Sonho sonâmbulo repetido… Não saber se “salto” agora ou se já “saltei"… Mas para onde?

(foto: Denis Vrkic - Jump)
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